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    historia da sangal

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    flavioseara
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    historia da sangal

    Mensagem por flavioseara em Dom Jul 10, 2011 10:53 am

    esta historia foi copiada de um outro forum,nao e de minha autoria




    A Sangal foi criada em 1956 por um grupo de sócios.
    Sangal, Sociedade Ideal de Ciclismo, Lda, estabeleceu-se na Rua do Serrado em Sangalhos, com a principal vertente, a fabricação de quadros de bicicleta.
    A localidade de Sangalhos teve influência no nome dado a empresa.





    Na década de 60 e devido a procura do mercado e estando a empresa ainda em crescimento, rapidamente se dedicou, não só ao fabrico de quadros, como também dos restantes componentes de uma bicicleta, elaborando parcerias com outras empresas, para o caso de alguns materiais que não se enquadravam na sua especialidade, tais como: borrachas, vidros, etc.
    Com uma ideia geral, quase tudo era feito na Sangal, quadro, forqueta, guiador, aros de rodas, raios, guarda-lamas, etc.

    No início década de 60 a Sangal tinha no seu quadro de pessoal cerca de 80 colaboradores, produzindo uma média diária de 20 bicicletas, o que ultrapassava algumas das outras fabricadas. A Sangal orgulha-se de ter sido uma fábrica de renome, mantendo ao longo de meio século postos de trabalho para a Sociedade Civil de Sangalhos, mais particularmente existiam colaboradores, que desde tenra idade começaram uma profissão nas instalações da Sangal, até aos seus dias de descanso, tendo como seguro a sua formação e o seu posto de trabalho.

    Em meados da década de 70, sendo mais concreto no ano de 1974, entra para a empresa o Sr. José, modificando fisicamente o edifício da Sangal, reestruturando-o colocando um novo piso e fazendo modificações de fundo ao nível das secções de corte e soldadura e também da linha de montagem, conseguindo assim ter mais rentabilidade na linha de produção e melhor bem estar para os seus colaboradores, fonte principal da qualidade das bicicletas Sangal.
    Durante esta década a empresa mudou a sua designação para, Sangal, Industria de Veículos, Lda.

    Foi sempre de constante preocupação da empresa a qualidade final dos seus produtos.
    Com vários modelos em produção, sendo eles, passeio, sport e corrida, todos os componentes eram produzidos manualmente.
    Os tubos das forquetas eram conificados manualmente tendo de tempo médio de duração duas horas, os restantes trabalhos para a fabricação de componentes tinham poucos processos automatizados e pouca ajuda mecânica.
    Todos os quadros e forquetas, depois de devidamente soldados, através de um processo que envolvia um maçarico e vareta de soldadura, eram tratados para retirar toda a oxidação que podia conter. Este processo era elaborado, colocando todos os componentes em várias tinas de solução aquosa contendo, diversos tipos de ácidos e cal.
    Depois de prontos os quadros e forquetas passavam para a secção de pintura e seriam normalmente pintados com tinta de alta qualidade através de uma pistola de pintura.
    A pintura, que ainda hoje é um ponto de referência para a marca, era elaborada por duas colaboradoras femininas. A Sangal desde o inicio da sua actividade até aos últimos anos dos seus dias sempre pintou os seus quadros, utilizando um sistema de moldes com pintura através de um aerógrafo (pequena pistola de pintura), sendo todos os traços realizados com um tira linhas e particularmente, os guarda-lamas que eram colocados numa mesa giratória em duas partes semi-circulares para que com facilidade se pode-se realizar a pintura. Outras marcas, tinham outro sistema para dar o acabamento as suas bicicletas, somente a Sangal realizava a pintura Yé Yé no seus quadros, podendo sair da sua linha de produção com as seguintes cores: preto, vermelho, azul, verde e branco.
    A sua linha de produção era dinâmica, pois fabricavam vários modelos e medidas de bicicletas, a bicicleta de roda 28 era mais vendida para a zona Alentejana, contudo todos os modelos se realizavam, chegando até a fabricar uma bicicleta de ciclismo de senhora, oferecendo-a a uma colaboradora da empresa.


    Tendo sido sempre, uma constante fonte de fabricação de bicicletas, com facilidade vários armazenistas faziam as suas encomendas, sendo todas elas especiais, pois saíam directamente da fabrica já com a marca do próprio. Com todo este processo de acabamentos específicos, era necessária uma grande coordenação de logística e administrativa, das quais a Sangal possuía uma aptidão natural para ter sempre tudo organizado. Os cadernos de contas correntes de fornecedores e clientes são autênticas relíquias empresariais.

    Na década de 80 a Sangal deixou de produzir a famosa bicicleta “pasteleira”, sendo o Sr. José o proprietário da última bicicleta a ser fabricada na linha de montagem da Sangal. Não produzindo mais bicicletas com a marca Sangal, a empresa encontra-se adormecida, para que quando seja necessário, possa reatar a sua produção.

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